Era tempo de reparar os danos sofridos depois de tanto tempo à espera para no fim fracassar, e partir para outras conquistas. Novas conquistas, novas gentes, novas amizades, novas paixões. Há muito tempo que ele não se deixava invadir pela novidade e já era tempo de continuar com a sua jornada.
domingo, 12 de outubro de 2008
O Barco e a Ilha.
Era tempo de reparar os danos sofridos depois de tanto tempo à espera para no fim fracassar, e partir para outras conquistas. Novas conquistas, novas gentes, novas amizades, novas paixões. Há muito tempo que ele não se deixava invadir pela novidade e já era tempo de continuar com a sua jornada.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Uma página?
Olho para o capítulo que se encerrou. Na verdade, enfrentar os factos nunca foi uma tarefa fácil, muito menos enfrentar as nossas fraquezas e os nossos defeitos, olhar para trás e saber que erramos em certas decisões, e ter a coragem e a humildade (e a estupidez) necessárias para admitir com toda a certeza que se o tempo voltasse atrás…bem…teríamos cometido exactamente os mesmos erros, teríamos batido com a cabeça na parede tantas ou mais vezes do que as que batemos. Isto porque, sejamos sinceros, agimos sempre no calor do momento…em todas as nossas decisões (ok, não em todas…mas na grande maioria). Para o bem e para o mal, é sempre assim.
Hoje apetece-me olhar para trás e enfrentar os factos, enfrentar os meus erros, chamar-me burra, mesmo sabendo que teria voltado a cometer os mesmos erros 1000 vezes se tivesse 1000 hipóteses para refazer o passado. O ser humano é um ser…curiosamente estúpido. Basicamente, fazemos as coisas, mesmo sabendo que estamos a fazer asneira, e continuamos como se nada fosse. Se não tivéssemos feito estaríamos agora a matar-nos por dentro com todas as nossas forças. Afinal, o que dói mais? Fazer algo e desejar não o ter feito, ou não fazer nada, e desejar tê-lo feito? Na minha cabeça ecoa a segunda opção, mas isso porque eu sou muito mais uma pessoa ir atrás das coisas do que ficar sentada à espera que elas venham ter comigo, o que nem sempre é bom. Mas cada um é livre de tomar as suas próprias decisões, e de escrevinhar a sua página como muito bem entender.
Por falar em página, e pensando melhor sobre o assunto, a minha página não está em branco, é mentira. Tem umas coisas escritas, nalgumas partes. Algumas frases são maiores, são complexas, enchem uma linha inteira. Outras são mais pequeninas, mas no fundo são fundamentais. Outras são frases sem sentido nenhum, palavras soltas que por aí andam. Algumas destas frases são meros rascunhos, estão escritas a lápis, muito levezinho, como quem quer passar os seus pensamentos para o papel e não sabe se o há-de fazer. Outros rabiscos estão a lápis mais carregado, e outros estão mesmo a caneta. Tenho também uns desenhos espalhados. Alguns são só para manter as aparências, mas outros são só meus e não estão à vista desarmada. Aqui e acolá, também podemos encontrar uns rasgões, alguns remendados com fita-cola, tal qual uma cicatriz, e outros deixados abertos, como quem ainda está a sarar uma ferida.
Estou a olhar para o meu último rasgão. Destaca-se dos outros. É muito mais profundo, mais intenso, mais dramático. Marcou-me de uma forma que eu nunca pensei, foi uma experiência e tanto. No fundo, cresci imenso. Tornei-me um tanto ou quanto mais madura, e aprendi a lidar melhor com determinados aspectos, mas sei que nada é perfeito, e que a maturidade que eu ganhei, no fundo, não serve de muito. Estamos sempre a cair nos mesmos erros. Também sei que a probabilidade de voltar a ter um rasgão deste género não é nula, mas é algo a evitar. Bem…a verdade é que sei que este rasgão vai estar na minha página para sempre, e durante toda a minha jornada vou poder olhar para trás e relembrar os momentos vividos, bons ou maus, ou ambos, e que me causaram isto. Se valeu a pena? Não interessa. Agora é indiferente…já passou. Está na altura de pôr mãos à obra, este rasgão não pode ficar aberto para sempre, nem eu posso sofrer para sempre.
Preciso da fita-cola. Não posso pegar numa página nova para substituir esta. Isso seria fugir à realidade, seria estar a esquecer os acontecimentos, fingir que nada se passou. E quando se fala do passado, por muito que nos custe admitir, está feito, e nada o poderá alterar, apenas temos de o aceitar, e de seguir com o curso das nossas vidas. Por isso, vou colando com fita-cola, a pouco e pouco, os pedaços rasgados da minha página. Olho para cada pedaço como uma boa lição. No fundo, tudo o que é mau e nos faz sofrer traz sempre algo de bom, e é a partir daí que devemos construir o nosso futuro.
Olhei, experimentei, caí, vou-me levantando. Recomponho-me, enquanto espero a próxima batalha, e rogo baixinho para que não seja tão agreste como a que passou.
“It’s the worst part, you know? Letting go…”
sexta-feira, 23 de maio de 2008
'Dicionário.
Aconchego: sentes quando sabes que, independentemente do que aconteça, vais ter lá aquelas pessoas para te apoiar, para te ajudar a superar as dificuldades, para te proteger e ajudar a seguir o melhor caminho; basicamente, é bom, é quente, é suave, é calmo, é sobretudo tranquilizante; e não é preciso estar abraçada a uma pessoa para sentires que ela te aconchega, às vezes a ligação é tão forte que sabes que essa pessoa está presente mesmo não estando lá.
You know what? The truth won’t fit inside your brain…cause you don’t let the truth be set free and please the one’s who surround you…
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Time goes by...
Olha para trás.
Olha para o passado, o TEU passado.
Olha para o caminho que já percorreste. Alguma vez fizeste o balanço do caminho percorrido? Sentes-te satisfeito com o que já fizeste, ou achas que devias ter vivido a vida mais intensamente? Viveste a vida ou puseste-a em “hold” enquanto te matavas a estudar?
Olha para as escolhas que fizeste. Quais dessas escolhas foram más? Que marcas essas escolhas deixaram em ti? Já alguma vez traíste alguém? Já alguma vez foste traído? Conseguiste lidar com as desilusões por que já passaste, ou elas também deixaram cicatriz?
Olha para as pessoas que marcaram a tua jornada. Olha para as pessoas que deixaram saudade, para as pessoas que deixaram angústia, para as pessoas que deixaram ódio, para as que deixaram indiferença. Olha para as que não fizeram diferença nenhuma. Já pensaste que podiam ter feito se tu o quisesses? E as que fizeram, já pensaste de que modo a tua relação com elas afecta as outras relações que tens agora?
Olha para os amigos que ainda prevalecem…Eles valem mesmo a pena, ou são amigos de fachada? Sentes que podes confiar neles e que eles confiam em ti? Até que ponto eles te conhecem?
Olha para os amigos que tens agora? Dás mais ou menos valor à amizade? Acreditas nos que te rodeiam, confias neles? Alguma vez ouviste um amigo teu contar-te uma coisa que tu sabes ser mentira mas tu não podes desmentir porque assim o prometeste a outrém? Sentes-te bem com eles, sentes-te tu próprio ou tens de te mentir para te ajustares?
Olha para os erros que cometeste…Voltavas a cometê-los, ou não arriscavas a viver o erro uma segunda vez? Achas que cada caso é um caso, ou que um erro vai marcar para sempre?
Olha para os sonhos que tinhas…conseguiste concretizá-los ou não tentaste vivê-los? Viveste na mentira, enganando os teus próprios desejos? Ou lutaste afincadamente por aquilo em que acreditavas? Seguiste os teus princípios ou deixaste-te influenciar nas tuas decisões?
Olha para a vida que tens agora…De que maneira o teu passado afecta o teu presente? Vives no medo, na penumbra, ou arriscas tudo, por muito que saibas que a probabilidade de sucesso é mínima? Preferes viver com um “e se” ou com um “fodi-me, mas valeu a pena”? És um Ricardo Reis ou um Alberto Caeiro?
Olha para os tabus que guiavam as tuas decisões no passado…Quais desses tabus quebraste? Arrependes-te ou achas que foste longe de mais? Quais os tabus que não quebraste? Foi por falta de oportunidade ou porque tens medo de inovar? És mais open-minded do que eras antes?
Olha de forma geral para tudo o que viveste…Até que ponto deste importância aos momentos vividos? Soubeste apreciar os pequenos bons momentos que podem marcar de forma significativa a nossa vida, ou és mais uma pessoa terra-a-terra?
Olha para ti…Mudaste? Alguma vez pensaste que a tua vida iria ser como ela está a decorrer? O que mudavas no teu presente?
Olha para o caminho que ainda tens de percorrer…
Olha para o que ainda virá…Alguma vez pensaste sobre isso?
Já traçaste objectivos para o teu futuro?
Já decidiste se queres ter um filho, dois, três? Ou se não queres ter nenhum?
Já pensaste se queres casar, ou preferes liberdade e independência definitivamente?
Já pensaste se queres viver num apartamento no meio da cidade, ou se queres ter uma casa?
Já pensaste se punhas a carreira à frente da família?
Já pensaste no rumo que queres dar à tua carreira?
Já pensaste sobre a efemeridade da vida? Já pensaste que a tua vida tem um prazo de validade…que ela pode acabar a qualquer momento, e tu podes deixar coisas por fazer, por dizer? Que podes deixar sonhos por realizar, tabus por quebrar? Que podes deixar pequenos bons momentos passarem-te completamente ao lado? Que podes estar a viver a vida, mas acabando por não a viver porque não a aprecias devidamente, porque não lhe dás o seu devido valor?
Vive a vida!!
“And that’s how we find our way to something better…or something better finds its way to us”…=)
sábado, 12 de abril de 2008
Washing Machine @
Há aquelas pessoas que não te conhecem e não gostam de ti..
Há aquelas pessoas que não te conhecem e gostam de ti..
Há aquelas pessoas que te conhecem e não gostam de ti..
Há aquelas pessoas que te conhecem e gostam mesmo de ti..
Há aquelas pessoas que estavas à espera que confiassem em ti e o fazem..
Há aquelas pessoas que estavas à espera que confiassem em ti mas não o fazem..
Há aquelas pessoas que não estavas à espera que confiassem em ti mas fizeram-no..
Há aquelas pessoas que estavas à espera que te conhecessem melhor mas n conhecem..
Há aquelas pessoas que estavas à espera que te conhecessem pior mas afinal não..
Há aquelas pessoas que estavas à espera de conhecer melhor, mas afinal não as conheces assim tão bem..talvez nada até..
Há aquelas pessoas que confiam em ti e te pedem para guardar o segredo..
Há outras pessoas que também confiam em ti..e tbm te pedem para guardares o segredo delas..
Há aquelas pessoas que só confiam parcialmente em ti e não fazem puta ideia que tu sabes a verdade toda..
Há aquelas pessoas que estão no meio da confusão, precisam de desabafar e não sabem qual a melhor atitude a tomar, porque tudo se resume a coisas entrelaçadas umas nas outras..
Há aquelas pessoas em quem tu não sabes se podes confiar..
Há aquelas pessoas que não confiam em ti mas querem que tu confies nelas..
Há aquelas pessoas que tomam atitudes erradas que nunca pensaste que elas viessem a tomar..
Há aquelas pessoas que erram e aprendem, outras que não..
Há aquelas pessoas que sofrem, pessoas que fazem sofrer, pessoas que vêem impotentes aqueles com que se preocupam sofrer..
Há aquelas pessoas que não merecem ser ajudadas..
Há aquelas pessoas que merecem ser ajudadas e tu consegues..
Há aquelas pessoas com que tu te preocupas e, por muito que tentes, não podes fazer muito para ajudar..
Há aquelas pessoas..há outras pessoas..há simplesmente pessoas..
Junta isto tudo numa máquina de lavar e põe a girar..
:S