Aconchego: sentes quando sabes que, independentemente do que aconteça, vais ter lá aquelas pessoas para te apoiar, para te ajudar a superar as dificuldades, para te proteger e ajudar a seguir o melhor caminho; basicamente, é bom, é quente, é suave, é calmo, é sobretudo tranquilizante; e não é preciso estar abraçada a uma pessoa para sentires que ela te aconchega, às vezes a ligação é tão forte que sabes que essa pessoa está presente mesmo não estando lá.
Alívio: quando não estás à beira dessa pessoa e o mundo parece muito melhor, mais simples, mais perfeito; sai-te um peso das costas como se tivesses acabado de fazer um teste de anatomia; é algo que tu sentes depois de passar por uma situação dolorosa que te custou a vivenciar.
Amigo: aquele que te abre os olhos aos perigos que te rodeiam; “the real friends are the one’s who tell you the truth, no matter what. To interfere is to take care”; mesmo sabendo que podes não concordar com eles, eles arriscam e tentam mostrar-te o seu ponto de vista.
Compreensão: é algo sentido por muito poucas pessoas, fingir compreensão é muito mais fácil do que senti-la verdadeiramente; acontece quando alguém te apoia, percebe e aceita verdadeiramente as razões para as tuas atitudes; nenhuma amizade funciona sem uma boa dose de compreensão; o verdadeiro amigo não precisa de te estar sempre a dizer que te compreende, ele simplesmente compreende (até porque as melhores coisas não são ditas, mas sim sentidas).
Crise: quando alguma situação anormal interrompe a normalidade do decurso da tua vida; basicamente, quando alguém que não devia faz merda.
Desabafo: algo que tu fazes com alguém que te sentes à vontade e que te compreende (e já agora alguém com bastante paciência); dá-se quando estás num dilema interior, e tens problemas que necessitam de resolução e precisas de alguém com quem comunicar urgentemente; depois de despejares a fúria e falares sobre o assunto que te atormenta sentes-te muito melhor.
Desilusão: quando alguém em quem tu confiavas provou que não é de confiança; quando tu pensas que algo deixa de fazer sentido porque uma pessoa te mostrou que as expectativas que tinhas acerca dela estavam erradas.
Egocentrismo: acontece quando alguém se acha o centro do mundo, e pensa que tudo e todos passam a vida a pensar nele, acabando por gerar problemas até quando não os há, porque é viciado em drama (drama queen); uma pessoa egocêntrica torna-se por vezes completamente obsessiva e cria um mundo só seu, tentando levar os outros a viver nesse seu mundo, e a viver em função das escolhas que ele pensa estarem certas.
Entrega: é mostrar aos outros a nossa verdadeira essência, aquilo que nós somos por debaixo de todas as aparências, de todas as máscaras; por vezes, aquilo que se vê à primeira vista não é aquilo que se é, e as pessoas podem parecer algo, quando na realidade não o são; é uma grande prova de confiança, porque só as pessoas que merecem verdadeiramente têm acesso àquilo que nós somos; só através da entrega uma amizade pode evoluir, porque os vínculos que crias com alguém que não se entrega, na realidade não existem sequer.
Grupo de amigos: grupo de pessoas com as quais tens uma grande confiança e uma grande afinidade, com os quais podes partilhar a tua vida e superar as dificuldades; grupo de otários que não se importam de passar um dia inteiro a discutir o mesmo tema com o intuito de arranjar a melhor solução para um problema comum ou específico de uma das pessoas desse grupo; “the one’s who stick together, no matter what”.
Hipocrisia: quando alguém sabe fingir as coisas que não são verdade, e agir tal e qual como se fossem; quando alguém sabe que está a agir mal, mas mesmo assim continua; quando alguém finge ser alguém que não é; quando estás à beira duma pessoa, e sabes que ela não quer estar ao pé de ti, mas mesmo assim não arredas pé; quando tu defendes valores que, lá no fundo, não tens.
Indiferença: existe quando tu sentes um desprendimento por alguém; dá-se quando o vínculo que existia entre ti e outra coisa ou outra pessoa, por muito forte que possa ter sido, deixa de existir; caracteriza-se por uma certa apatia relativamente ao que estás a viver, porque não sentes qualquer necessidade de continuar a fazer o que estás a fazer; se te forçares a fazer alguma coisa que te é indiferente sentes dor, sentes-te mal contigo próprio, porque sabes que aquilo que estás a fazer não está correcto, não é o melhor a ser feito.
Liberdade: é tipicamente chamada de livre arbítrio, e é uma das coisas que nos dá maior prazer, especialmente quando não tens alguém atrás de ti a roubar-ta; uma pessoa livre sente-se muito mais feliz, porque sente que possui controlo sobre a sua própria vida, tem a possibilidade de fazer escolhas, de ser autónomo e, por muito que possa errar, as lições que desses erros tira valem sempre a pena, e não devem tornar as pessoas mais inibidas, mas antes mais independentes e seguras de si; é viver sem restrições, sem tabus, é aceitar os outros como eles são, e, acima de tudo, aceitarmo-nos como verdadeiramente somos, e aceitar a nossa verdadeira essência; é algo que nunca deve ser roubado caso se queiram manter os vínculos.
Medo: acontece quando tu não sabes o que uma pessoa pode fazer contra ti, e, principalmente, contra os que tu mais gostas; certas pessoas têm uma grande capacidade para distorcer as coisas e para moldá-las da maneira que mais lhes convém, tornam as mentiras tão verídicas que as verdades parecem surreais, e fazem-nos aceitar uma coisa que temos plena consciência ser mentira, e como não sabemos do que elas são capazes, temos receio da tempestade que poderá vir.
Mentira: quando alguém te tenta ludibriar, porque pensa que tu não sabes a verdade sobre as coisas; quando alguém te tenta enganar, e te tenta fazer acreditar em algo que não é verdade; quando tu apresentas factos verídicos a uma pessoa, e mesmo assim ela te faz acreditar na sua versão da história; quando alguém mente a si próprio e acredita em algo que não é verdade, e depois tenta persuadir ou outros disso mesmo; quando alguém te diz uma coisa tantas vezes que tu aceitas, só mesmo para não ter de a ouvir.
Música: uma melodia que te apraz os ouvidos; algo que te permite evadir da realidade; por vezes tem letras com as quais te identificas, e identificas situações que estás a viver ou já viveste, isso faz-te gostar ainda mais da melodia; é algo que pode ter diversos efeitos em nós: pode actuar como relaxante, adrenalizante, pode até induzir-te a reflectires sobre a vida que tens e o que gostarias de mudar nela…
Palavras com significado: coisa que tu dizes e sentes verdadeiramente, sem máscaras, sem falsidades, é algo que tu dizes deliberadamente a alguém, mesmo no momento mais banal de sempre, mas que é mesmo importante, mesmo sincero, mesmo único. É algo que marca a diferença…
Possessão: é a amizade levada ao exagero; acontece quando uma pessoa se torna demasiado obsessiva e começa a pensar que a outra pessoa só pode confiar nela, e só pode ser sua amiga, e tem de estar sempre com ela; uma pessoa possessiva pensa que tem domínio e que pode tomar decisões pela outra pessoa (tal e qual um Sim), pensa que o que ela acha ser melhor para a outra pessoa é, de facto, o melhor para ela, e que, portanto, ela tem de fazer o que ela quer, custe o que custar, caso contrário revolta-se (ver vingança e medo).
Proximidade: é estar perto mesmo estando longe; não é por duas pessoas não estarem constantemente juntas que a proximidade deixa de existir, a distancia torna a proximidade ainda mais forte e verdadeira; não é algo que se possa ter com qualquer pessoa, porque caracteriza o grau de confiança que temos com ela; pode ser tanto física como psicológica, e é algo que sabe bem, porque nos faz sentir muito mais confiantes, e protegidos.
Segredo: algo que tu guardas só para ti, ou partilhas com um pequeno número de pessoas que sabes que podes contar e que vão proteger o que lhes contaste; pode ser algo bom ou mau, e não pode ser divulgado a todas as pessoas; há pessoas que os sabem manter e outras que não, às vezes entregam-te segredos sobre outras pessoas de mão beijada, mesmo que tu tentes rejeitar saber acerca da outra pessoa, e tu começas a pensar se ela fará o mesmo acerca das coisas que lhe contas; é difícil de manter, mas é o que dá verdadeiro significado a uma amizade :)
Sufocação: quando estás à beira de uma pessoa e sentes que te estás a mentir a ti próprio; quando uma pessoa te dá um abraço e tu não sentes esse abraço, esse abraço para ti não tem qualquer significado; quando alguém quer ser a pessoa mais importante na tua vida, e depois vê que não pode nem consegue e continua a insistir e tu te sentes preso.
Verdade: uma coisa que tem uma alta probabilidade de ser distorcida, porque corresponde exactamente a uma avaliação crítica e sincera dos factos; “if they can make headlines with lies, we can make even bigger headlines with the truth”; é uma coisa que dói, na maior parte das vezes, e por isso mesmo é muitas vezes enterrada, raras são as pessoas com coragem para dizer as coisas como elas verdadeiramente são.
Vingança: é uma espécie de represália, que acontece quando tu dizes as verdades, e a outra pessoa pode fingir que aceita, mas lá no fundo pode não aceitar e querer de algum modo fazer-te sofrer, do mesmo modo que tu a fizeste sofrer a ela; é doentio, porque por muito que ela não tenha razão, pensa que está certa, e que a melhor maneira de resolver os problemas é engendrar uma maneira de te lixar.
You know what? The truth won’t fit inside your brain…cause you don’t let the truth be set free and please the one’s who surround you…